
A sensação de ser amada,
aquelas mãos ao despir...
O gosto do beijo, o cheiro da pele...
Quem aprendeu a amar,
de uma forma que jamais irá se repetir...
O primeiro e único, verdadeiro amor.
Aqueles olhos que desde o conhecer,
não param, e jamais vão sair da lembrança...
Jamais entenderiam, por uma vida inteira,
nunca ter sido amada, não ter carregado a luz,
não encontrar a luz, aquela que guia-te na
escuridão dos teus pesadelos.
Amor intenso,
descrito por olhares, toques, boca a boca, pele a pele...
E naquele amanhecer, o descaso...
Tudo aquilo... mais do que um primeiro amor...
aquela sensação única, de se sentir amada,
atravessando a porta de sua vida, para nunca mais voltar.
O medo de nunca mais ser amada,
a lembrança de nunca ter sido amada.
E a última vez que repetiu frente aos teus olhos,
- Eu amo você, jamais amarei alguém como amo você...
Mas preciso ir, irei embora.
A sensação do chão sair do lugar,
iludir-se na idéia de que a força trará de volta...
O primeiro e único, verdadeiro amor.
E quando a força o encontra,
Não ter nada mais a se perder,
Gritar, esmurrar, espelho quebrado, sangue... sangue!
Não ter nada mais a se perder.
Na crença de que é sim, um gavião...
Se jogou do oitavo andar.
[Ivana Andrade]
Nenhum comentário:
Postar um comentário