segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Poderia eu ser seu aconchego no seu dia ruim?
Venho adormecendo meio aos meus dias
Assim não haverá tempo de saudade
Houve mais uma conquista em sua nova batalha?
Que tal uma noite de amor sem regras, sem hora pra acabar?
Apenas mais uma comemoração
São nossas conquistas para uma vida feliz e estável
Hoje tive um sonho ruim
Não havia mais amor
Não havia mais diálogo
Era como se os dias tivessem perdido o brilho
E a saudade tomado conta do nosso ser
Estava rezando para que você me acordasse
Eu não podia deixar que perdêssemos o nosso oxigênio
Eu não conseguia acordar...
Gritava por seu nome nos meus sonhos
Acorda-me, meu amor!
Gritava, gritava, gritava...
Queria sua ajuda para sair de mais um pesadelo
Que parecia não ter fim...
[Ivana Andrade]
Não me arrependo de nenhuma delas
Amo loucuras projetadas no outro
Temo expressar sentimento algum
Não tenha medo você...
Jamais conseguiria me matar de amor
Nem ao menos de desamor
Loucuras projetadas
Essas eu não procuraria
Aquele que chorou pelo outro
O outro só enxergava um passo em falso
As lágrimas daquele se foram
Logo passou a enxergar
Somente um passo em falso
Ele dizia ter encontrado
A sabedoria de como viver
Mas só o tempo haveria de responder
[Ivana Andrade]
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Teu dia ruim frente a mim...
No meio d’um campo de batalha
Minhas armas estão para trás
Resta-me os (meus) braços calejados diante da vida
Determinados para ser teu aconchego
Fracos ou não... teu aconchego!
Não existem armas, não mais.
Apenas braços calejados
Completamente entregues...
A força que faz com que se movam
Batalha intensa... Extensa!
O coração dos braços calejados
Vem a expandir...
Expandir diante do teu abraço.
Completamente entregues...
quinta-feira, 5 de junho de 2008
a samambaia foi à coma!
Angústia de mãe em platéia...
amante que se foi, sem ao menos olhar para trás.
A ruína do filho!
Não lhe sobrava nada mais de amante, além, de regar a samambaia sob lágrimas,
para que assim não se secasse ao lembrar-se:
Quando criança era, viveu sob a sintonia do amor de seus pais.
[Ivana Andrade]
terça-feira, 20 de maio de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Estou aqui pelo teu desprezo, pela forma indiferente que ages diante do meu ser, não me importa tuas atitudes. O que mais me intriga é a tua forma de banalizar o que existiu entre o nosso ser, se é que podemos chamar de ser. Diante das várias máscaras que usas diante da vida, jamais saberia se conheci realmente o ser. Tenho me lembrado de ti, às vezes visito o teu túmulo e me lembro de alguns momentos bons. Queria poder lhe contar que estão usando o teu corpo, às vezes me desespero, quando chego a acreditar que realmente seja você, mas a essência, a essência é completamente oposta da tua. Deixo flores, para que todos quando por tua sepultura passar perceba que havia alguém para cuidar de ti, e encher-lhe de rosas, para que o odor de um mundo cruel jamais se ressaltasse diante de ti.
A vergonha que carregas do que vem de dentro de ti, a ignorância ao achar que não és digna de ser presenteada, a imaturidade de fugir de si mesma, apenas provas de falta de amor próprio. É claro, como se amar? O teu ser já foi velado. É imaginável o quão difícil é amar os robôs que a sociedade transforma... opsss... Ser humano.
[Ivana Andrade]
sexta-feira, 18 de abril de 2008
À flor da idade.
O desespero, o medo de vir a falecer
impulsionado pelo coração.
A saudade a explodir sob a terra.
Do que adiantou toda musicalidade,
se dedicada ao surdo?
Sob a terra houve a explosão...
De nada adiantou,
o surdo continuou sem nada escutar.
Veio a falta de ar, o adormecer...
... e todos adotaram o papel do surdo.
[Ivana Andrade]