quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

No entanto penso em ti,
que carregas tamanha
admiração estampada
nos olhos.
Arrancar-ei todo
e qualquer vestígio
do que deixaste
dentro de mim.
Logo desisto!
Invadiste mais uma vez
o mundo dos meus sohos
Porque insistes em pertencer
ao mundo que não foi feito para ti
Já que não sabes recebê-lo?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
















Sabemos que não carregas mais tamanha ânsia,

quão carregávamos juntas,

por agora todo o peso está sob meus olhos...

aceitar que tudo se passe assim,

como mais um ‘amor’ de verão...

tenho forças para lutar,

tenho asas para me tornar gavião,

entretanto,

carrego de um outro lado,

sangue, sangue de barata,

para que possa agir como tal,

fingindo que nada em minha vida significou.

a distância que procuras,

é mesmo o suficiente

para alcançar nosso limite?

Angustie-me















de todas aquelas que por minha vida passaram,

as mais atraentes, as mais almejadas...

nenhuma delas!

aquelas que pude sentir,

aquelas que pude beijar,

aquelas que pude tocar,

nenhuma delas!

planejo dizer-lhe ao pé do ouvido,

todos os versos mais profundos que meu corpo transpirar, entretanto,

logo desisto para que não goze antes mesmo que eu possa tocá-la...

desnorteio-me ao deixar minha ânsia por teus beijos falar mais alto,

faço com que não percebas,

temo que meu apetite assuste-a.

teu silêncio causa-me mais medo que todas as noites mais sombrias

de minha infância.

aumento o desespero que venho a carregar,

para que isso jamais chegue a teu controle.

temo que não percebas o quão importante

são todos os versos dedicados a ti,

receio que seja tarde demais

quando por ti passar a reciprocidade.

sábado, 15 de dezembro de 2007




















A sensação de ser amada,
aquelas mãos ao despir...
O gosto do beijo, o cheiro da pele...
Quem aprendeu a amar,
de uma forma que jamais irá se repetir...
O primeiro e único, verdadeiro amor.
Aqueles olhos que desde o conhecer,
não param, e jamais vão sair da lembrança...
Jamais entenderiam, por uma vida inteira,
nunca ter sido amada, não ter carregado a luz,
não encontrar a luz, aquela que guia-te na
escuridão dos teus pesadelos.
Amor intenso,
descrito por olhares, toques, boca a boca, pele a pele...
E naquele amanhecer, o descaso...
Tudo aquilo... mais do que um primeiro amor...
aquela sensação única, de se sentir amada,
atravessando a porta de sua vida, para nunca mais voltar.
O medo de nunca mais ser amada,
a lembrança de nunca ter sido amada.
E a última vez que repetiu frente aos teus olhos,
- Eu amo você, jamais amarei alguém como amo você...
Mas preciso ir, irei embora.
A sensação do chão sair do lugar,
iludir-se na idéia de que a força trará de volta...
O primeiro e único, verdadeiro amor.
E quando a força o encontra,
Não ter nada mais a se perder,
Gritar, esmurrar, espelho quebrado, sangue... sangue!
Não ter nada mais a se perder.
Na crença de que é sim, um gavião...
Se jogou do oitavo andar.


[Ivana Andrade]

terça-feira, 11 de dezembro de 2007




















não me cansei de prestar atenção, em tudo aquilo que dizia...
sei do que gosta, e do que desgosta...
sei como causar-lhe frio, e logo aquecer.
não esqueço de como lhe tocar, nem tão forte...
..nem tão fraco, para que não possa sentir!
não deixei de ler, tudo aquilo que o teu olhar descrevia...
ele jamais omitiu, frente aos meus olhos.
não descuidei-me um segundo se quer...
tenho todos os textos guardados em forma de imagem,
que são poucas diante tantas palavras.